Conceito de Biblioteca híbrida
Recursos informativos acessíveis a partir da Biblioteca Escolar
Ferramentas e estratégias de pesquisa na Internet
As novidades… As utilidades… A (in)viabilidade…
As
leituras efetuadas e a exploração que realizei da ficha de trabalho enviada
conduziu-me a uma primeira conclusão: existem muitas terminologias/conceitos
associados aos recursos digitais que desconheço e que consequentemente não
utilizo, apesar de diariamente aceder à internet que afinal é uma ferramenta de
trabalho cujas potencialidades estou longe de dominar…
A
noção de repositórios digitais, as diversas tipologias dos recursos,
plataformas e dispositivos existentes, a definição de biblioteca híbrida (que
conhecia, mas não compreendia integralmente), os operadores booleanos, o
significado das abreviaturas com as quais terminam o endereço de uma página… representam
para mim, saberes a explorar neste ambiente de informação, dominado pelo poder
da tecnologia. E isto deve-se não ao facto de nunca ter ouvido falar delas e
até ter breves noções, mas por nunca as ter explorado convenientemente, de
forma orientada, nem ter questionado ou refletido acerca da sua existência,
fiabilidade e utilidade.
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| Biblioteca Fernando Campos - Escola EB 2,3 Carteado Mena |
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| Biblioteca Fernando Campos |
Em
termos concretos e de forma sucinta, no que concerne a utilidade dos recursos informativos
apresentados, iniciaria por focalizar-me em três dos repositórios digitais que
nunca tinha explorado, sendo que dois deles desconhecia por completo. Dirigi a
minha atenção para aqueles que poderão servir, no futuro, como ferramentas de
trabalho: Portal das Escolas, Mary
Glasgow e Agendaweb, com diversos recursos a aplicar na aprendizagem do
inglês e do português. Correspondi, depois, ao desafio de utilizar diferentes motores
de busca. Pesquisei acerca do tema: dificuldades
de aprendizagem e foi a primeira vez que recorri a um motor de busca que
não fosse o Google. No Leme achei interessante: o portal, os
conteúdos recentes, as sugestões de viagens, os diretórios, as redes sociais,
os destaques, que no meu entender facilitam e direcionam melhor a nossa
pesquisa, filtrando o que nos interessa. Na Kidrex,
considerei inovador, a aposta na pesquisa feita por crianças e destinada a crianças,
o que implica: uma seleção, segurança e proteção da informação para os jovens utilizadores;
o Teachertube, mais alargado em
termos de público-alvo e ciclos de aprendizagem, é muito diversificado, com
vários vídeos de aulas, tutoriais, recursos pedagógicos…tendo apenas como condicionante
o domínio do inglês. Os sítios com repositórios de livros digitais não
são completamente novidade. Uso várias vezes a Biblioteca de Livros Digitais do PNL e do Instituto Camões. Enquanto professora de português, há sempre a
busca de novas estratégias que motivem para a leitura e esta é uma daquelas à
qual recorro, não só por ser do agrado dos alunos, mas também porque facilmente
se criam numa aula momentos de leitura coletiva, aprazível e sem custos. Desconhecia
e adorei: o Catalivros (o
conhecimento das obras, bibliografias, as propostas de atividades de promoção
da leitura, os diferentes níveis de leitores, os laboratórios, com a
apresentação de projetos diversos…), o Projeto
Gutenberg, com acesso gratuito a 42.000 livros eletrónicos e Neolivros com a publicação de livros
eletrónicos portugueses (os clássicos e os de autores mais recentes). Os dicionários
em linha, como ferramenta de pesquisa de significado de vocábulos, são
extremamente úteis, para nós, professores de línguas. Nunca tinha acedido ao
dicionário Priberam da Língua Portuguesa.
Achei interessante o facto de podermos consultar: o antes e o depois do acordo
ortográfico, o dicionário de sinónimos, o dicionário temático, o corretor
ortográfico, as variedades do português, a gramática (embora não seja
consonante com as atuais novas terminologias…). Na Infopedia explorei, não só as virtualidades da tradução multilingue
(21 dicionários, no caso português, com e sem acordo ortográfico), mas também,
a enciclopédia com 10 áreas temáticas, o atlas e a gramática. Aprendi,
experimentando, novos processos de pesquisar e acedi a portais que não
conhecia. Gostei, de um modo especial, da ficha de avaliação dos recursos –
prática de extrema valia para aplicar com os nossos alunos, já que e embora o
reconhecesse teoricamente, nunca tinha feito uma avaliação de uma pesquisa
efetuada. Tomei consciência, em campo, de que muita da informação a que
acedemos carece de rigor científico e a sua fiabilidade é muitas vezes
questionável. O conhecimento de significado de algumas abreviaturas; o saber
selecionar a palavra-chave; partir de pesquisas simples para pesquisas avançadas,
autónomas; o saber fazer as referências bibliográficas; questionar as fontes, o
autor, a data de criação…, são itens a explorar para que os alunos tenham uma
atitude crítica e eticamente responsável, perante o manancial de informação que
recebem e acedam a recursos, documentos eletrónicos e de internet, com
qualidade, excluindo todo o lixo informativo.
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E
à medida que vou abrindo os meus horizontes, vou ganhando consciência de que,
tal como eu, decerto muitos colegas e alunos (para quem a Net é a sua fonte de
informação preferencial) estão longe de reconhecer o leque variado de recursos
que a Internet nos disponibiliza, de forma tão fácil, acessível e rápida.
Passo,
agora, a refletir sobre a viabilidade de trabalhar com estes recursos,
tanto em sala de aula, como em contexto de BE. Antes de mais, conhecê-los é
essencial para selecionar e localizar os recursos de que necessito e trabalhar
com as suas diversas tipologias. As funcionalidades que experimentei têm toda a
pertinência de ser utilizadas nas aulas e na BE. Vejamos, as barreiras da sua
concretização. Parto da minha experiência para a realidade das bibliotecas e da
sala de aula. Desejavelmente, a BE é um espaço multifuncional,
híbrido; nuclear para o desenvolvimento cultural e científico. Para cumprir
essa missão deve conter um amplo leque de recursos e estar bem organizada, com
um acervo de material bibliográfico, não bibliográfico e multimédia, uma
variedade de fontes, espaços e coleções reais e virtuais que vão ao encontro
das necessidades individuais do estudante. A sala de aula é supostamente
o espaço onde também devemos aceder à informação através de recursos informativos
digitais e ferramentas de pesquisa diversificadas. O professor, mediador
deste processo, deve necessariamente ser desafiado, estar atento e aberto às
mudanças, tornar-se orientador da pesquisa dos alunos, investigador e mentor da
aprendizagem pela pesquisa, pela localização e seleção de recursos, pela utilização
de motores de pesquisa internos e criação de novos métodos de estudo e de
trabalho que substituam a autoridade que até há bem pouco tempo atrás detinha o
documento escrito e impresso.
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Na
realidade, nas BE estamos ainda longe de corresponder
às expetativas associadas ao rápido crescimento tecnológico e ainda não se dispõem
de repositórios digitais, por: dificuldades de gestão, tempo, barreiras
técnicas, falta de competências tecnológicas (treino), falta de articulação e
cooperação entre os vários agentes educativos e pelas dificuldades inerentes à
análise, avaliação da qualidade dos recursos, sua atualização e correção (24
horas disponível, existente num número ilimitado, mas cujo tempo de vida é
reduzido e instável). A BE é uma mediadora que permite organizar as ferramentas
e tornar acessível o mundo fluido/caótico da Net, mas não basta aceder à cadeia
de informação, ao equipamento e à tecnologia, o que pode resultar numa
aprendizagem nula. Por sua vez, na sala de aula, ainda não se dispõem de
recursos informáticos a funcionar em pleno, nem os docentes têm a
preparação desejável, a formação exigível, o tempo disponível, salvo exceções,
é claro!
Face
ao exposto, e apesar das contrariedades, considero que o investimento na
formação sobre a atual sociedade de informação é, sem dúvida, a porta de acesso
de todos ao novo paradigma educacional.
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